quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Ainda
Confusa
Não tem outra palavra para definir o estado que você me deixa
Se antes havia todas as palavras para me querer
agora elas não existem para que eu possa entender
Quilômetros, cidades, estradas, céus
talvez não definam o que guardamos dentro de nós
nem define o que resolvemos entregar para as pessoas
mas estar confusa muitas vezes me faz querer desistir
não sei se de mim
de você
de nós
mas desistir de esperar algum sinal que me faça acreditar
que tudo pode ser possível....
terça-feira, 23 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
A língua
Abre a boca
passa, escorrega
saliva
lambe
chupa
usa
duas, três
molhada
doce
salgada
no teto
na cama, na rede, na sala
na rua, na chuva
em mim, em você
e ama, ama, ama
na boca, no peito
procurando, achando, ficando, estando
domingo, 21 de agosto de 2011
Espera
Espera que o sol aparece
que o dia passa
que a noite chega
que o amigo lembra
que a saudade morre
Espera que o preço baixa ou sobe
que o elogio chega
que o filho nasce
Espera que a verdade vem
que o desejo vem pela mão de alguem
que a planta cresça
que a chuva desça
que a canoa leve
que o rio desague
Espera o bem está por ai
que a dor vai
que as lagrimas secam
que o caminho aparece
e a vida segue.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Céu
Céu azul, luzes por todas as partes
são as estrelas
iluminando todos os momento da velocidade da luz
nas quais passam meus momentos e ficam registrados
pendurados em raios celestes
quando olho para o céu a noite lembro de tudo
tudo que me fez feliz
tudo que me fez sofrer
me faz perceber que sou melhor
as nunves só trazem novos caminhos
novos momentos, pessoas
cada lugar um novo céu, mas esse trás um pedaço de todos os outros
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Menino que corre descalço
fogão de lenha queimando
chão de baro pisado
poeira na rua embolando
fiado na venda do zé
carne seca pendurada
copo de cana na mão
do bebo que tá de pé
parteira chegando na casa
da mulher que tá parindo
traga um chaleira com água
já ta vindo um menino
som de vento e cachoeira
cachorro latindo rouco
criança correndo e trela
panela velha e chiadeira
velho forte trabalhando
chão seco sendo cavado
é a morte, a vida
o sonho sendo plantado
(imagem internet)
algumas verdades
Quero acreditar que o céu é azul
Que as folhas são verdes, algumas delas
Que as pessoas podem ser boas, de verdade
Que a cidade é linda e limpa
Que as crianças ficarão livres da maldade
Que os viciados sobreviverão e serão libertos
Que a luz no fim do tunel é de uma lanterna de alguem que vem te ajudar
Que as redes sociais só fazem bem e não terminam relacionamentos
Que sorvete não ingorda, bolo, cachorro quente, coxinha e brigadeiro também não
Que ainda terei uma casa na árvore, mesmo que seja dos meus filhos
Que você nunca me esquecerá, mesmo não me vendo nunca mais
Que aqueles dias na praia serão para sempre
Que aquela briga não aconteceu...
Que meus cabelos encaracolados são lindos e meus olhos brilhantes
Que estou curada da depressão
Que eu e você sabemos dançar aquela música cubana
Que sua paz ainda está na casa antiga e que a janela ainda recebe o sol
Quero acreditar que as suas mãos serão as ultimas que segurarei
Seus lindos olhos verei todos os dias
Seu charme me conquistará todas as manhãs
Que não haverá transito no horario do trabalho
Que a tevê terá uma programção inteligente
Que as músicas nas rádios tocarão os amores, a cultura, a fé, a amizade a verdade
Quero acreditar que meus amigos voltarão, mesmo que em outra vida
Que terei perdão por tudo que fiz de errado
Que a mentira não existe
Que eu ficarei aqui
Que você ficará em mim
Que o mundo será sim melhor
Quero acreditar em tudo isso até em mim.
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